Através da observação das nuvens podemos observar, ou identificar, as condições atmosféricas de
determinado local, pois estas refletem em sua quantidade, forma e
estrutura.
Para que haja a formação de nuvens é necessário que parte do vapor
d’água contido na atmosfera se condense, formando pequenas gotículas de
água, ou solidifique, formando minúsculos cristais de gelo. A esta
formação, ou aglomerado de cristais de gelo e gotículas damos o nome de
nebulosidade.
Uma característica que diferencia os variados tipos de nuvens é a
altura em que elas se formam, ou onde se encontra sua base e seu topo.
Mas, é importante lembrar, que esta altura varia conforme a posição
geográfica (latitudinal) da região considerada. Por exemplo, na região
tropical a altura mínima (estágio baixo) e máxima (estágio alto) de uma
nuvem costuma ser a 2 km e 18 km de altura da superfície
respectivamente, enquanto que nas regiões polares e temperadas as
distâncias são, respectivamente, 2 km e 8 km, e 2 km e 13 km.
Internacionalmente, existem cinco denominações para tipos de
nuvens que se encontram no estágio baixo, a 2 km da superfície. |
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- Cumulus – Cu: nuvens isoladas que apresentam uma base
sensivelmente horizontal, tem contornos bem definidos, uma cor bem
branca quando iluminada pelo sol, provoca chuvas na forma de pancadas,
constituídas principalmente por gotículas de água, mas podem conter
cristais de gelo no topo. Variações: humilis; mediocris; fractocumulus. |
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- Congestus: tem bordas protuberantes no topo e considerável
desenvolvimento vertical, indica profunda instabilidade e favorecimento
por escoamento ciclônico em altitude. |
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- Cumulonimbus – Cb: com grande desenvolvimento vertical
apresenta a forma de uma montanha e sua forma só pode ser vista de longe
devido ao seu tamanho. No topo, geralmente apresenta a forma
característica de uma bigorna. É uma nuvem mais escura formada por
grandes gotas de água e granizo, podendo conter cristais de gelo no
topo. Está associada a tempestades fortes com raios e trovões. |
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- Stratocumulus – Sc: cinzentas ou esbranquiçadas é formada
por gotículas de água e estão associadas a chuvas fracas. Variações:
cumulusgenitus, vesperalis. |
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- Stratus – St: nuvem cinzenta que provoca chuvisco. De cor
cinza forte com base uniforme, costuma encobrir o sol ou a lua. |
| A seguir, três denominações para as situadas em estágio médio, de 2 a
8 km em latitude tropical, 2 a 7 km em região temperada e de 2 a 4 km
na região polar… |
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- Nimbostratus – Ns: nuvens de grande extensão e base difusa
formadas por gotas de chuva, cristais ou flocos de gelo com cor
bastante escura. |
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- Altostratus – As: assemelham-se a um lençol cinzento, às
vezes azulado, sempre tem umas partes finas que permitem ver o sol. É
formada por gotas de chuvas e cristais de gelo. |
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- Altocumulus – Ac: nuvem cinza (às vezes branca) que
apresenta sombras próprias e tem a forma de rolos ou lâminas fibrosas ou
difusas. Raramente contém cristais de gelo e por entre as nuvens deste
tipo é possível enxergar pedaços do céu claro. Variações: lenticularis, radiatus, cumulusgenitus, opacus, plocus ou castellatus. |
| E por fim, três denominações para formações em estágios altos, de 6 a
18 km na região tropical, 5 a 14 km na região temperada e 3 a 8 km na
região polar. |
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- Cirrus – Ci: nuvens com brilho sedoso, isoladas e formadas
por cristais de gelo parecendo convergir para o horizonte. Podem se
formar da evolução da bigorna da cumulusnimbus. Variações: filosus ou
fibratus, uncinus, spissatus ou nothus, ou densus. |
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- Cirrocumulus – Cc: nuvens braças compostas quase
exclusivamente por cristais de gelo agrupados em grânulos
semi-transparentes. Variações: stratiformis, lenticularis, castellatus. |
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- Cirrostratus – Cs: nuvens parecidas com um véu
transparente que dão ao céu um aspecto leitoso. Constituída por cristais
de gelo. Variações: fibratus, nebulosus. |